Derrubaram meu Ponto de Encontro

A concessionária que administra a Marina da Glória derrubou o restaurante (que servia uma comidinha por quilo honesta) e a lanchonete que ficava perto do estacionamento.
O Antonio, do veleiro Quasar, nos mandou uma matéria escrita por Gabriela Temer do Globo Zona Sul, publicada no dia 3 de abril com o título Uma Marina Cheia de Problemas, onde destaco alguns trechos:
Na edição passada, O GLOBO-Zona Sul publicou reportagem mostrando problemas na conservação da Marina da Glória, que, segundo usuários, teria sido convertida em praça de eventos, e, por isso, teria se desvirtuado de sua atividade fim.
O GLOBO-Zona Sul alertou, ainda, para uma obra não licenciada, realizada na área próxima ao estacionamento, e para a disposição da EBTE de cortar os pilares da garagem de barcos embargada em 2006”.
A Marina da Cidade — empresa criada pela EBTE para gerenciar a concessão — paga mensalmente ao município R$ 14.778 pela exploração da área, que tem cem mil metros quadrados e dois pavilhões que podem ser alugados por valores superiores a R$ 15 mil por dia, segundo a própria EBTE.
A Marina da Glória, praticamente no centro do Rio de Janeiro, entre o Aeroporto Santos Dumont e o Monumento dos Pracinhas no Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, mais conhecido como Aterro do Flamengo, é uma das marinas mais bem localizadas que conheço.
Quantas saudades da marina que frequetamos quando tínhamos o pequeno Caí, um Tahiti de 16 pés, amarrado numa poita. Quando trabalhávamos, quantas vezes usamos o horário de almoço para ficar a bordo. Tantas vezes fomos na sexta-feira à tarde para só voltarmos na segunda direto para o trabalho. Ainda sinto o cheiro dos churrascos no píer com a “turma da marina”.
Hoje está difícil. Moramos na Marina da Glória durante os 10 dias do Rio Boat Show. O píer está caindo aos pedaços (maquiado com um tapete azul durante o Show), a água é cortada por volta das 10 da noite (provavelmente por conta dos muitos vazamentos na instalação hidráulica), o barulho dos barcos-boates é infernal (eles voltam na madrugada com o som a todo volume, sem respeito algum por aqueles usuários que estão pernoitando em seus barcos), trocentas baratas passeiam pela orla nas noites quentes e a água da baía fede (se bem que aqui não é responsabilidade só da concessionária).
Realmente a marina está mais mal cuidada e ainda perdi meu ponto de encontro. Era o único lugar que vendia cerveja “das grandes” durante o Rio Boat Show e que usávamos como referência para encontrar, e tomar umas, com os amigos.
Aí pergunto aos meus botões: o que a EBTE – Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia entende de barcos? Infelizmente botões não falam.
Para entender melhor:
Sobre a polêmica da garagem de barcos veja matéria na Veja Rio.
Para uma transcrição da matéria do Globo Zona Sul clique aqui.


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Pô, Hélio! Eles pagam só 14.000 pela Marina da Glória toda? rídiculo….