Flexibilidades e reflexões

Uma das coisas que aprendemos rapidamente quando passamos a viver boiando por aí é sermos flexíveis. No mar, as mudanças são constantes e sempre estamos nos adaptando. Bastou aparecer um mar de 3 metros na previsão do tempo do Buoyweather para desistirmos de seguir para o Cabo de Santo Agostinho.
Aproveitamos o dia com uma ida a Praia do Francês para procurar um amigo francês que está construindo um veleiro de regata de 47 pés. Não achamos o estaleiro do Rafael, em compensação curtimos a praia e tomamos Ula-Ula, um drinque tradicional no Francês – uma caipivodka servida dentro de um abacaxi. Procuramos no trevo errado, à tarde o Daniel nos levou ao trevo certo, o de Barra de São Miguel, e foi um prazer reencontrar o Rafael (que trabalhou na construção do Open 60 Galileo) e o Batista que já foi sócio no Ave Rara e, até que enfim, está terminando um trimarã projetado por Ian Farrier (veja mais em Veleiro de Muletas).
Uma pena foi saber que o Rafael está desmontando o estaleiro e não sabe o que fazer com as formas dessa máquina de regatas desenhado pela Nacira Design. Aí regateiros ou investidores de plantão: corram que periga o Rafael tocar fogo em tudo. Eu não entendo porque empreendimentos desse porte não dão certo. Porque será? Clique aqui para saber mais sobre o estaleiro Artech.
Todos os barcos que estão seguindo para Recife e que pretendiam fazer uma escala em Maceió já chegaram a Federação Alagoana de Vela e Motor. Você sabe que quando alguns cruzeiristas se encontram logo-logo sai um churrasco. Principalmente se o Guga Buy está entre eles, pois o Zanellinha está sempre pronto para “queimar uma carne”. Ontem o programa não podia ser diferente e fizemos um saboroso churrasco 0300, ou seja, cada um leva um pouco de carne e a festa está feita.
Agora estamos passando pela Praia dos Carneiros na foz do rio Formoso, se tudo continuar assim entraremos em Suape com a maré das 14h.


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