Aço inox e a corrosão galvânica

2009 Outubro 7
by Hélio

Quem nunca sofreu para tirar um parafuso inox de uma peça de alumínio, após alguns anos no mar, que atire a primeira porca. O maldito parafuso não nasceu ali, você sabe, mas só vai sair serrado, isto quando é possível serrar. Por que isto acontece?

Os metais de maneira geral, com exceção de alguns poucos considerados nobres, são encontrados na natureza em forma de óxidos, sulfetos, etc., que é a forma mais estável destes metais. Após ser transformado em aço ou alumínio, este metal estará em uma forma menos estável e terá a tendência a voltar a sua forma mais estável que é o óxido.

A união de metais diferentes, no caso específico do inox e alumínio, com a presença de água salgada (eletrólito) gera o que chamamos de corrosão galvânica, ou eletrólise, como o pessoal da marina costuma chamar, que é a composição das palavras eletro (eletricidade) + lisis Corrosão galvânica - Foto © Reinaldo Giovannetti(decomposição).

A corrosão galvânica acontece devido à diferença de potencial entre os metais e o sal é o acelerador do processo.

Um exemplo de corrosão galvânica: a bucha em alumínio trabalhando com eixo inox. Após 18 anos de rala e rola o eixo do leme ficou fininho como pode ser visto na foto ao lado.

Se para existir a corrosão galvânica precisamos ter diferença de potencial (migração de corrente), logo, um bom antídoto é o isolamento das peças. Mas isto é assunto para outro post.

2 Respostas leave one →
  1. 2009 Outubro 7

    A corrosão galvanica é um quebra -cabeças para muito boa gente (incluindo eu mesmo). Mas existem algumas regras que eu sei que se devem evitar, por exemplo rebites de inox no mastro em aluminio, ligação á corrente da marina sistemática e compulsiva ( ou seja…sempre), ligações á “terra” deficientes e os cabos electricos devem ter certificação para meio maritimo (revestimento em silicone)(sim…como a Regininha!)para evitar correntes parasitas. Depois existem os mitos que eu não sei se são reais ou não, como: esquecer uma moeda em contacto com um casco em Aluminio dá rapidamente furo garantido; aproveitar o diferencial de corrente para ligar uma lâmpada que ficará acesa eternamente é apontado como boa opção e que qualquer barco a navegar não sofre dos problemas de corroção galvanica.

  2. 2009 Outubro 7
    Reinaldo permalink

    Conde,

    O mastro em alumínio receber o rebite em inox não é tão problemático quanto uma peça em inox (ferragem) receber um rebite em alumínio, isto devido as àreas envolvidas.
    Um rebide de alumínio em uma grande área de inox funcionára como o anodo de zinco em um casco de aço carbono.
    Desmontei o mastro do meu barco recentemente, nem remontei ainda, o mastro em alumínio têm 20 anos, vários rebites em inox, e após a inspeção que fiz não encontrei maiores problemas, cabe registrar que a anodização do mastro foi muito bem feita.
    No caso do aterramento dos equipamentos (motor, entrada CA, etc) todo cuidado é pouco.

    Abs,

    Reinaldo

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