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Pais e filhos a bordo

quarta-feira, 22 outubro, 2008 @ 2:40 pm

Os Zanellas no Costa Leste, em Salvador - Foto © Hélio Viana Alguns pais vão pescar com os filhos, outros vão a uma pelada, mas que tal fazer um cruzeiro a vela ou até dar uma volta pelo mundo levando os herdeiros a tira-colo?

Este ano na subida da costa rumo a tradicional Regata Recife – Fernando de Noronha foi interessante notar a quantidade de barcos com as tripulações formadas por pais e filhos adultos. Tinha o Guga Buy com o José Zanella e Eduardo, o Tuareg III com Ronaldo e Ronald, o Samurai Ni com Marins e Rui, o Uhuru com Luis Pavão e Otávio, para citar apenas alguns.

Fabricio © www.projetohorizonte.com Isto me lembra a experiência que o Antonio Carlos teve com o filho Fabrício, então com 18 anos no início da primeira volta ao mundo no motor sail Horizonte. Hoje são ainda mais amigos e parceiros, tanto que Fabrício vai ficar trabalhando nas empresas enquanto o pai dá uma segunda volta ao mundo.

Já David e Daniel Hays navegaram pelas águas do Horn num pequeno veleiro, o Sparrow – um Vertue 25 projetado por Laurent Giles, e escreveram a quatro mãos o livro Meu Velho e o Mar da coleção Vida e Aventura da Editora Martins Fontes. Não confundir com O Velho e o Mar de Hemingway, trata-se do relato da viagem de um pai de meia idade e de um filho de 24 anos. Você tem a visão do pai e as sacadas, muito bem humoradas, do filho sobre os acontecimentos a bordo. É fininho (252 páginas), dá pra ler de uma tacada só e vale cada página.

Não estou com o livro aqui, mas dou de memória algumas passagens:

Quando um pai ajuda um filho, todos riem – quando um filho ajuda um pai, todos choram.
As ondas pareciam um caminhão jamanta verde, derrapando desgovernada em sua direção com tinas de creme de barbear em cima.
Um barco é um mundo centrado e, para o olhar do velejador, é a paisagem que se move.
Nervosismo e medo causam enjôo, o terror pode curá-lo imediatamente.
Passo horas calculando em que parte da carta está o ponto que chamo de Eu.
Pais simplesmente não funcionam em todos os tipos de conversas.
O problema de uma viagem em dupla: só existe uma testemunha.

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