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A ilha do meio do caminho

quarta-feira, 25 fevereiro, 2009 @ 5:21 pm

Ilha  do Cedro vista do largo - Foto © Mara Blumer 

O mar de Angra enche durante o carnaval. Não estou falando da maré, mas sim das muitas lanchas, jet-skies, veleiros, saveiros, caiaques e toc-tocs. Nessas épocas de festas, como no reveillon, é tanta marola que o mar fica revolto em certos trechos.

Mas eu vou lhe contar um segredo, mesmo correndo o risco de acabar o meu sossego: tem um lugarzinho que é calmo o ano todo, apesar da muvuca dos campistas nos feriadões.

Nelson é o da cabeceira da mesa - Foto © Mara BlumerA ilha do Cedro fica a 18 milhas de Bracuhy e a 12 milhas de Paraty, ou seja, no meio do caminho. São duas as ancoragens: na enseada formada entre o Cedro e uma ilhota, sem nome na carta náutica 16330, que tem uma casinha onde antigamente funcionava um spa (me contaram que os glutões nadavam até a praia para se fartarem de bananas e melancias), a outra é na praia voltada para o continente, que é a  minha preferida já que tem uma bica de água para o banho diário e uns três barzinhos. Nossa ancoragem é na latitude 23° 04,19’ S e longitude 044° 38,57’ W em fundo de lama e com 2 metros d’água embaixo da quilha.

Mara e o Astronauta - Foto © Hélio VianaO alagoano Nelson já ciscava pela região desde 1998 e há cinco anos se estabeleceu de vez no Cedro. O Bar do Nelson, com suas espreguiçadeiras espalhadas na sombra das amendoeiras, é o ponto de encontro dos velejadores. Esses dias o bar esteve lotado com a turma que participou do 1º RallyVela ABVC. Teve até fila para encomendar a moqueca de palmito, a especialidade da casa, que Nelson faz com muito capricho.  Vale a pena experimentar também o Astronauta (um drinque feito com limão, maracujá e vodka). Até Mara, que não costuma beber, sempre encara uns dois e não entra em órbita.

No sábado de carnaval tinha quase 40 veleiros ancorados na prainha do Cedro. E onde tem sócios da ABVC, também tem… churrasco! O piloto Ícaro se desdobrou O cedro da ilha do Cedro - Foto © Mara Blumerpilotando a churrasqueira e a comilança rolou até tarde da noite.

A nota triste é que o frondoso cedro que deu o nome à ilha e adorna a sua ponta sul está ruim das pernas, ou melhor, dos galhos. Parece que está morrendo. Foi-se a farta sombra para o banho de mar na enseadinha embaixo da moribunda.

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