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O capitão Pane Seca

sexta-feira, 27 fevereiro, 2009 @ 11:59 pm

O Salvado - Foto © Othmar A marina Bracuhy é um barato. A gente chega e começam os almoços comunitários, os happy hours, as reuniões para jogar conversa fora…

Ontem à noite, estávamos em mais um happy hour arrumado de última hora quando pipoca no rádio da Aglaia, que é assistente da diretoria da marina, que tinha um veleiro necessitando de um reboque, aqui pertinho, a uma milha da ilha do Maná.

Tem várias pessoas na marina que prestam este tipo de serviço, mas não em fim de carnaval. Depois de várias tentativas frustradas em achar alguém que pudesse ajudar, bateu a solidariedade dos que lidam com o mar e, principalmente, como sou amigo do capitão do barco em apuros, resolvemos fazer o resgate com o MaraCatu. Não é tão simples sair com um barco casa: desliga fio de energia, desconecta a mangueira, enrola o toldo, desmonta ventilador da gaiuta, prende as coisas que não podem cair, enfim, essas coisinhas básicas. Mas com a ajuda do Webber do Acauã, que se prontificou imediatamente a sacrificar a hora feliz para ir conosco, rapidamente estávamos navegando para o local marcado.

Noite escura e sem vento, ainda fizemos uma brincadeira quando achamos o barco em apuros (o motor não funcionava). Mara empostou a voz e no contato por rádio orientou para que abaixasssem as velas e providenciassem um cabo para o reboque. Não nos reconheceram. Ainda ouvimos a voz do tripulante Roberto dizendo que tinha entrado um terralzinho e voltariam à vela, mas valeu o bom senso do comandante (que estava com a irmã, a mulher e a filha de três anos a bordo) que imediatamente aceitou o reboque. Só nos reconheceram quando Weber falou, com seu leve sotaque gaúcho, que era proibido pescar naquela área. Aí virou uma algazarra.

O pagamento foi um reforço de um litro e meio de uísque e um de vodka no happy hour já em andamento. Tudo devidamente dividido entre a equipe: a vodka para Aglaia, que nos agenciou o trabalho, o litro de uísque pra mim e o meio litro para o marinheiro Webber. Ah sim, Mara ficou com uma batida de coco.

Porque o motor morreu? Tem diesel? Tem sim, enchi o tanque seis meses atrás e chequei a mangueirinha do nível, nos confirmou o comandante que está iniciando na arte de velejar.

Hoje Roberto descobriu o problema. Você acredita que tamparam a parte de cima da mangueira de nível? O tanque estava vazio e ela, por não entrar ar, marcava quase cheio.

Os velejadores são solidários, formam uma verdadeira confraria, mas também são cruéis. Pois não é que estão chamando o nosso amigo de Capitão Pane Seca?

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