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No meio do nada de lugar nenhum

terça-feira, 10 março, 2009 @ 12:30 am

Ponto Nemo no Pacífico sul © www.geodyssey.com

O caminho mais fácil para velejar de Miame para Maceió é cruzando o Atlântico norte até perto dos Açores, para só então descer fazendo uma curva para a costa brasileira. É um semicirculo com correntes e ventos, quase sempre, a favor.

Nós fizemos isso com o catamarã Galileo, um St. Francis de 44 pés. Vendo os pontinhos diários que Mara plotou na carta 12 Internacional me lembrei que a posição 37º 47’N com 48º 44’W, foi o máximo que tivemos que subir a cata de vento. Naquele ponto estávamos com 4745 metros d’água embaixo da quilha, a meio caminho, pouco mais de 800 milhas, entre as Bermudas e a ilha de Flores no arquipélago dos Açores, ou a mil milhas da costa americana e a 1800 da africana. Nunca me senti tão inacessível, tão distante de terra. Foi o meu polo de inacessibilidade.

Um polo de inacessibilidade deve por definição ser perfeitamente equidistante de três pontos sobre a linha de costa. O polo oceânico de inacessibilidade fica no sul do Oceano Pacífico, na posição 48°52.6′S, 123°23.6′W, e tem o charmoso nome de Ponto Nemo. É o lugar mais distante de qualquer pedaço de terra do planeta, a pouco mais de 1.450 milhas náuticas de distância da Ilha Ducie (pertencente às Ilhas Pitcairn) a norte, de Motu Nui (um ilhéu junto à Ilha de Páscoa) a nordeste e da Ilha Maher (Antárctica) a sul.

Se um navegador solitário passar pelo Ponto Nemo, estará navegando no meio de 22.405.411 Km2 de oceano, uma área maior do que a União Soviética, e estará mais próximo dos astronautas na Estação Espacial Internacional do que de qualquer outro ser humano na face da terra. Pense numa solidão…

Ah sim, o Ponto Nemo ganhou este nome numa referencia ao Capitão Nemo do livro 20 mil Léguas Submarinas de Julio Verne e não por conta do peixinho animado da Disney.

Fontes: Wikipédia, GeoCuriosa

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4 Comentários leave one →
  1. terça-feira, 10 março, 2009 @ 1:08 pm 1:08 pm

    sim sou admiradora incondicional do maracatu de baque virado…
    as emoções são inexplicáveis…
    dificilmente uma nação de baque virado me desagrada…
    e Porto Rico se descreve muito bem…
    seu baque é o baque das ondas em maré cheia…
    muito boa a indicação…

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    • quarta-feira, 11 março, 2009 @ 6:09 pm 6:09 pm

      Anne,

      Tambem gosto do baque virado, na realidade de qualquer maracatu.
      Tive o prazer de conviver com seus conterrâneos Lenine e Lula Queiroga, quando se mudaram para o Rio, que, juntos com a turma da Paraíba, faziam altos sons. Inclusive o maractu.
      Boa época aquela…
      Bons ventos sempre,

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  2. quarta-feira, 18 março, 2009 @ 10:58 pm 10:58 pm

    Ei, falando de Maracatu por aqui….rsrsrs.
    Já escutei muito a expressão “viver o Maracatu” e este é realmente o caso da Mara e do Hélio, mas é tb o nosso aqui em Sampa, em Recife e por tantos cantos, são realidades bem distantes mas certamente conectadas, não apenas pela blogosfera, mas pelas histórias e significados que as palavras carregam.

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    • domingo, 22 março, 2009 @ 12:22 pm 12:22 pm

      Marcio,

      Grato pelas palavras, bem-vindo a bordo.
      Vou torcer para o Maracatu Porto de Pedra crescer mais ainda em Sampa para divulgar ainda mais este ritmo tão contagiante.
      Sim, vamos “viver o maracatu” e bons ventos sempre,

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