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O passeio do cisne

terça-feira, 14 abril, 2009 @ 12:07 am

O Navio Veleiro Cisne Branco - Foto © Hélio Viana Como já adiantei dois posts aí embaixo, fomos ver a largada do Cruzeiro Costa Sul a bordo do Navio Veleiro Cisne Branco. Já tínhamos visitado o navio em Salvador, em 2000, na Regata do Descobrimento, durante as comemorações dos 500 anos do achamento do Brasil. Demos a sorte de chegar adiantado para um coquetel no Sagres, o navio Português que estava no mesmo píer, quando o comandante Cantuária nos convidou para subir a bordo. Pense numa coisa boa: uma visita guiada pelo comandante, que nos mostrou até sua cabine, ao navio novinho em folha.

Desta vez éramos 20 convidados da ABVC, a maior parte gente do mar e conhecidos. Depois das boas-vindas do comandante, Capitão-de-Mar-e-Guerra Flávio, assistimos um filminho sobre o navio na praça d’armas (um grande salão que serve até para um banquete) e o medico de bordo, ou doc, nos explicou as regras de segurança e conduta. Achei interessante se poder fumar no convés superior, só não existem lixeiras – tivemos que guardar as guimbas -, e apesar de ser proibido tripulantes femininas, existe banheiro exclusivo para elas. Mas legal mesmo é a circulação no navio: sempre com o braço direito para o mar, ou seja, se anda da proa para a popa por bombordo e se volta por boreste.

É uma experiência única navegar num veleiro de 249 pés, ou 76 metros! Fomos a motor já que a distancia da Base Naval, na ilha de Mocanguê, até a Escola Naval era muito pequena e a tripulação de 52 homens, sendo 10 oficiais, leva 2 horas e meia para deixar o navio a todo o pano. Também, são 2195 m² distribuídos em 15 velas redondas, 10 latinas e seis velas auxiliares.

Os mastros do Cisne Branco - Foto © Hélio Viana O navio é armado em galera com três mastros e o maior, que tem a altura de um prédio de 15 andares, ou pouco mais de 46 metros, deu a impressão que ia deixar os penduricalhos do topo embaixo da ponte Rio – Niterói. O Cisne Branco veleja a 17.5 nós, já o motor de 1001Hp a 1800 giros empurra as 1038 toneladas de aço a 11 nós.

Desviamos o rumo para saudar o Navio Veleiro da Marinha Uruguaia que estava ancorado no través da ilha das Enxadas. O imediato, Capitão-de-Fragata Reis Leite, muito gentilmente nos explicou antecipadamente todo o ritual. Quando passamos a bombordo do navio escola Uruguaio escutamos no potente sistema de som O Cisne Branco em honra ao Capitan Miranda e toda a tripulação formada em sentido por boreste grita em uníssono Iça! Caça! (que é o grito para deixar o navio a todo o pano). Enquanto os pavilhões dos navios eram arriados e içados, as tripulações se cumprimentavam abanando os bonés ao som da Canção do Marinheiro, a musica Cisne Branco, a canção símbolo da Marinha do Brasil. Foi emocionante, cheguei a arrepiar. E viva as tradições náuticas!

A todo pano. Iça! Caça! Foto © Hélio Viana Navio Veleiro Capitan Miranda - Foto © Hélio Viana

Amanhã conto o retorno para a Base Naval.

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