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Popa pra Noronha – O retorno

quarta-feira, 29 julho, 2009 @ 12:07 am

Fraternidade com a popa pra Noronha - Foto © Hélio Viana

Na volta de Fernando de Noronha tivemos mais ventos e foi uma velejada maravilhosa. É normal se fazer um rumo sul para, lá pelo través do Cabo Branco, quando a costa “entra”, botar a proa em Salvador. Nós fomos para sueste, ganhando ainda mais barlavento, o que aumentou a Aniversário de Alexey em Noronha - Foto © Hélio Vianadistancia navegada (passamos a 170 milhas amarados no través da foz do rio São Francisco), mas nos deixou confortável quando, na chegada a Salvador, o vento refrescou mais  um  pouco.

Com a ausência da primeira dama Lygia, que por força de trabalho voou para Salvador, Mara ficou responsável por seus filhotes Lara e Alexey que, em retribuição ao carinho, muito lhe ajudaram na cozinha. As receitas de Lara eram um pouco exóticas (ela adora Alexey com a barracuda - Foto © Hélio Vianasalaminho com Nutela!), mas Alexey fez um delicioso Naci Goreng, um prato típico da Indonésia: é tipo um “resté d’onté”, no caso, peixe desfiado refogado com cebola e alho no azeite doce (para os baianos, azeite é de  dendê), arroz, curry, pimenta e o que mais tiver sobrado da refeição anterior.

Lá pelo meio da viagem o imediato Alexey, que fez 19 anos na escala de Noronha, conseguiu embarcar uma barracuda de uns 5 quilos. Aí foi uma farra: Lico limpou o peixe, Lara e Paulo fizeram o sashimi e Mara fez um ensopado para quem não gosta de peixe cru. O cardápio do próximo dia foi postas grelhadas. Aí eu fui à forra: com o consentimento do comandante, tomei um latão extra de Skol no almoço!

Aleixo trouxe para o Fraternidade alguns hábitos de quando rodava pelo mundo em solitário no Três Marias, um Bruce Roberts de 36 pés. Ao cair da tarde, independente do vento, é dado um rizo na vela grande. Boa Lico pensativo na proa - Foto © Hélio Vianamedida, já que poupou o sono da tripulação nos pirajás mais fortes – com dois lá fora era só dar uma pequena enrolada na genoa quando a nuvem se apresentava e administrar seu tamanho quando o vento firmava -, mas diminuiu nossa velocidade media nos ventos mais fracos,  principalmente na ida.

Apesar do barco carregar em seu bojo 8 mil litros d’água, o banho é na popa usando um tanque extra de 1000 litros só para este fim. Não existe box fechado nos 3 banheiros de bordo. O banho chega a ser cômico: com uma mão seguramos o chuveirinho, com a outra acionamos a bomba; aí falta mão para se ensaboar e para se agarrar ao barco, então a solução é encostar na escada e usar o joelho no botão da bomba… Mas isto é um pequeno detalhe, ou idiossincrasia de um velho lobo do mar.

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