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Uma foto vale mil palavras?

quarta-feira, 19 agosto, 2009 @ 1:39 pm

White Shark Kayak © Thomas P. Peschak

A primeira heliografia (adoro esse nome, vem do grego: impressão pelo sol) reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com uma emulsão fotossensível chamada Betume da Judéia, mas o advento da fotografia foi anunciado ao mundo oficialmente, em Paris, na Academia de Ciências da França, só em 19 de agosto de 1839, por Louis Daguerre, quando mostrou, e explicou tintin por tintin, a primeira imagem produzida por um processo fotográfico. Diz a lenda que daí surgiu a comemoração do dia mundial da fotografia. E é hoje!

O mestre Henri Cartier-Bresson, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos, costumava dizer que “fotografar é captar o momento decisivo”, então escolhi a foto acima para homenagear esta data. O clic é do fotógrafo e biólogo marinho Thomas P. Peschak, para a revista Africa Geographic.

O impacto da imagem foi tanto que quando foi reproduzida na BBC Wildlife, Paris Match e Daily Mail, gerou uma montanha de e-mails, telefonemas e cartas ao autor contestando sua veracidade. A foto é real: quem está no caiaque “perseguido” pelo animal é Trey Snow, um biólogo marinho especialista em tubarões brancos e amigo do fotógrafo.

A foto foi feita durante uma pesquisa para estudar a atividade dos tubarões brancos em zonas rasas (menos de dois metros) e demasiadamente perto de algumas praias sul-africanas. Como os animais se mostravam perturbados com aproximação de barcos a motor, os pesquisadores optaram por se aproximar de caiaque.

Thomas conta aqui que para fotografar se amarrou na torre do barco de pesquisas e esperou pacientemente. O primeiro tubarão branco que chegou veio pelo fundo e começou a inspecionar o caiaque, então ele rapidamente mediu a luz em sua sombra e assim que a barbatana emergiu na superfície era a hora da foto, mas num segundo de hesitação foi o tempo para Trey, que estava no caiaque, se virar e olhar para o animal. Thomas fez a foto e o resto é historia.

No post aí embaixo publiquei a foto de uma sombra com um surfista em 1º plano. As aparências enganam (como bem notou o atento leitor Ivan), mas a foto também é verdadeira. O autor da fotografia, Kurt Jones, conta que clicou em Malibu, uma praia onde é normal banhistas darem de cara com… golfinhos.

Fonte e inspiração: Marco Bitaites, Lucia Malla.

5 Comentários leave one →
  1. quinta-feira, 20 agosto, 2009 @ 7:16 am 7:16 am

    Eu, no mar e no rio, começei por remar num caiaque. Uma vez andáva eu no tejo e salta um corpo enorme a 60 ou 70 metros de mim, era um golfinho. A sensação ao ver um volume tão grande na água e eu num caiaque tão pequeno é de medo,expectativa….não sei muito bem o que fazer, praticamente estou sentado em cima da água e ele salta mais alto do que eu, o que se passará na cabeça do animal?será que me viu?. Sim, não me enganei, estou a falar de um golfinho, como é que seria se fosse um tubarão!.

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    • sábado, 22 agosto, 2009 @ 2:20 am 2:20 am

      Conde,
      O maior susto que tive no mar foi indo para Abrolhos (um arquipélago na costa da Bahia) quando uma baleia jubarte emergiu do lado do MaraCatu e expirou no meu cangote. Pense num susto!

      Bons ventos sempre,

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  2. sábado, 22 agosto, 2009 @ 6:45 pm 6:45 pm

    Eu estava remando na Praia do Matadeiro em Florianópolis, bem afastado da praia, quando subitamente me veio à mente a fragilidade e a vulnerabilidade de um ser humano sobre um caiaque aberto perante um ataque de tubarão numa situação como aquela.

    Teria sido somente um pensamento rapidamente esquecido não fosse pelo fato de imediatamente surgir uma barbatana dorsal a não mais de um metro em frente ao caiaque, produzindo aquele jorro de adrenalina que torna o momento para sempre inesquecível mesmo após perceber que se tratava de um golfinho.

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    • domingo, 23 agosto, 2009 @ 9:01 pm 9:01 pm

      Arthur,
      Bem vindo a bordo. Só este ano conheci Floripa, adorei tua terra. Um dia eu volto.
      Essas coincidências são de arrepiar mesmo. Depois de quase receber um beijo da jubarte, veja acima, não consegui dormir no resto da noite.
      Bons ventos sempre,

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  3. Arnaldo permalink
    domingo, 1 novembro, 2009 @ 3:43 pm 3:43 pm

    Hei, que tal dar um creditozinho a Hercule Florence, em relação a descoberta da fotografia,
    mesmo ele tambem sido frances, foi em terras brasileiras que ele iniciou esta e outras
    descobertas internacionalmente reconhecidas…só para acrescentar…

    Abraço

    Arnaldo

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