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A camionete do cruzeirista

quinta-feira, 3 setembro, 2009 @ 1:12 am

Na Cachoeira de Veneza em Tremembé - Foto © João C. Brito

Nesses 10 anos de vida a bordo já estamos no 3º bote de apoio e há um certo tempo começamos as pesquisas para o próximo.

O primeiro foi um Mini-SR da Flexboat. Um ótimo botinho de fundo rígido, durável – por conta do tecido de hypalon -, que batizei de Unidade Móvel. O danadinho casou bem com um motor Suzuki de 4 Hp, mas depois vendi por encher o saco (ou seria molhar?) de andar com a bunda quase dentro d’água por conta do pequeno diâmetro dos flutuadores.

Manutenção na Marina de Itaparica - Foto © Hélio Viana Depois passamos para um Náutika de fundo mole que nos deu o maior trabalho. Neste, o material dos flutuadores é de PVC e degradou rapidamente (em Salvador tivemos que mandar para a fábrica, que não resolveu o problema). Convivemos um tempo com o problema pintando as bananas com tinta acrílica. Felizmente, durante o Rio Boat Show de 2003, conseguimos sensibilizar os técnicos da Náutika, que agora se chama Euro Barcos, e depois de uma proposta irrecusável parcelada em 5 vezes saímos de lá com um reluzente bote amarelo, de fundo rígido, medindo 2,40 metros, que nos serve até hoje.

Transporte de cervejas - Foto © Hélio Viana Num outro Boat Show procuramos Jaime Alves, o dingue designer e diretor da Flexboat, e explicamos que o bote de apoio do cruzeirista é como uma pick-up de carga. Com ele abastecemos com bujões os tanques de água e diesel, transportamos os mantimentos (normalmente fazemos outra viagem só pra trazer as cervejas), largamos e recolhemos a ancora de popa, fazemos levantamentos de barras e rios e, é claro, exploramos em volta da ancoragem.

Jaime se comprometeu a projetar um bote com boa capacidade de carga (com um diâmetro grande nos flutuadores); leve, mas que aguente o nosso Honda de 5 Hp (que pesa o mesmo que um motor 2 tempos de 8 Hp), dobrável e com o fundo de inflar, vulcanizado e com um tamanho máximo de 2,30m. Já faz um certo tempo, mas tenho fé de testar este protótipo no próximo Boat Show.

E você, o que acrescentaria neste bote “ideal” para servir a um pequeno barco de cruzeiro? Deixe seu pitaco na caixa de comentários, que depois junto tudo e mando para a Flexboat.

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9 Comentários leave one →
  1. MANOLO permalink
    quinta-feira, 3 setembro, 2009 @ 9:44 am 9:44 am

    Oba, ate que em fim o projeto sai da gaveta para atender as demandas dos cruzeiristas , creio que tem algo pra ser copiado e aprefeiçoado de marcas estrangeiras como CARIBE e ZODIAC,
    Helio parabens mais uma vez por tua iniciativa que vai dar mais conforto nas nossas pequenas aventuras.
    UM BAITA ABRAÇO

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  2. João Brito permalink
    quinta-feira, 3 setembro, 2009 @ 10:47 am 10:47 am

    Hélio e demais amigos
    Como iremos reconhecer os cruzeiristas nos lugarejos se os nossos botes não molharem mais os nossos traseiros? (citando o Marçal Ceccon)

    Um abraço

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  3. sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 11:41 am 11:41 am

    Hélio
    Um pequeno compartimento estanque, de baixo do banco, seria pedir muito???!
    to chegando, so mais dez dias.
    bjim

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  4. monica blumer permalink
    sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 1:31 pm 1:31 pm

    Difícil tarefa a de encontrar o IDEAL no bote de apoio. Muito boas dicas.

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  5. sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 4:06 pm 4:06 pm

    Pessoal, vocês já notaram que agora se pode avaliar a qualidade do post. Quem não avaliou? Até agora temos 3 comentários e só duas avaliações. Avalie, aponte nas estrelinhas e clique, ajude o editor a melhorar os textos e as fotos.

    Manolo

    Grato pelo comentário. Já copiei do Caribe o diâmetro do flutuador. Que mais podemos copiar?
    Um baita abraço também.

    João

    Pela roupa rasgada ou desleixada, pelos cabelos revoltos, pela cara de sede de cerveja (Coca-Light no seu caso) ou pelo bonito e eficiente bote estacionado na beira d’água.
    Um abraço também.

    Chris

    Boa idéia, já está anotado. Não é pedir muito. Pida mais, ouse, delire. Que tal um bimini top cor de rosa?
    Bjim procê também.


    Cunhadinha querida, bem vinda a bordo. Sei que você vive fuçando por aqui, mas nunca comentou.
    O bote IDEAL (pra que gritar?) vai sair da colaboração dos leitores deste blog, ora! E você que já molhou muito seu traseiro pode ajudar. Dê suas sugestões.
    Um cheiro.

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  6. Renaldo permalink
    sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 9:06 pm 9:06 pm

    Hélio,

    Estou na fase de “avaliação” do novo bote para o Mythos, com base na minha experiência (4 botes detonados) e observando os botes dos amigos, além do maior diâmetro das bananas (fundamental) acrescento as seguintes observações:

    1. PVC => NÃO!!! O Hypalon compensa seu preço maior.
    2. A colagem banana/fundo rígido é o calcanhar de Aquiles, minha opinião (é só palpite mesmo) é que o problema está no comportamento diferente dos materiais (fibra/Hypalon), os materiais possuem propriedades diferentes, dilatação e retração (calor/frio) logo, o adesivo que irá unir estes dois materiais deverá “compensar” esta diferença adicionando ao problema a ação do NaCl da àgua.
    3. Um triângulo inox resistente e bem fixado (reforçado) à proa para reboque em pequenas distâncias.
    4. Um ponto fixo no casco de fibra (pode ser uma argola inox) na proa para amarração de uma pequena âncora, útil em pescaria, mergulho ou na praia para não encher o bote de areia.
    5. Tiras resistentes, com velcro de ótima qualidade, e bem coladas nas bananas para fixação dos pequenos remos.
    6. No espelho de popa um ponto fixo para amarrar o cabinho de segurança do motor, é importante ter este cabinho de segurança caso o motor queira fazer um “mergulho” forçado.

    Acho que é isso.

    Abraços,

    Reinaldo

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  7. quarta-feira, 9 setembro, 2009 @ 2:47 pm 2:47 pm

    Olá Hélio,
    As “especificações” estão ficando ótimas…como o ponto fixo no espelho de popa. Simples, mas útil.
    Uma caixa estanque pode ser difícil em 2,3m, mas pode ser uma bolsa, no material do casco, fixa na proa, como já vi em alguma modelo que não lembro mais qual foi.
    Gande iniciativa.
    Abraços.

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  8. Ronaldo permalink
    sábado, 12 setembro, 2009 @ 8:31 am 8:31 am

    Olá Hélio,
    Um compartimento estanque é fundamental, e um bailer eficiente seria ótimo. Leio todo dia seu blog, muito legal.
    Abs Ronaldo

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  9. quarta-feira, 7 outubro, 2009 @ 6:22 pm 6:22 pm

    Reinaldo,

    Que papo de engenheiro é esse? Que problema de ação do NaCl da água? Da pra falar português coloquial?

    Boas sugestões. Já tenho no bote do MaraCatu uma alça de inox na proa (por dentro e por fora) e duas na popa: serve para rebocar, amarrar o motor e para subir o dingue no turco, ou com uma adriça para o convéz.

    Também estamos indo para o 4º bote. Meio a meio entre PVC e hypalon. Tenho duvidas quanto ao material: um bote de hypalon não dura 1 vez e meia que o de PVC (exceto o do João do Yahgan que deve ter vindo com defeito de fabrica e durou uns… 15 anos!!!)

    Beltrão,

    A bolsa estanque pode ser na proa, onde leva mais água e pode deixar de ser estanque, ou embaixo do assento, já que o bote deve ter remos e, claro, um assento para o remador.

    Ronaldo

    Bem vindo a bordo. Grato pelas palavras.

    Você é do Varuna, um Fast 395 (ou 40 e alguma coisa), que fica aqui em Bracuhy?
    Quando vier por aqui me procure, estou no cais G. Se é que existe: o ponto G do Bracuhy!

    Bons ventos para todos, sempre.

    Curtir

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