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Bote Salva Vidas

sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 12:07 am

Lin e Larry Pardey no Cheeky - Foto © landlpardey.com

Você sabe que velejador é um bicho gregário e alguns adoram defender com unhas e dentes “suas soluções” para tornar a vida a bordo mais confortável. Quando junta uma turma de cruzeiristas, numa tarde de quarta-feira, tomando umas no cokcpit de um barco, então… Já presenciei até discussão de duração de pilha alcalina versus a amarelinha! Um assunto que à vezes vem à baila é sobre o bote de apoio do barco ser rígido ou de inflar. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é Larry velejando no Cheeky Foto © landlpardey.comoutra coisa, como diria Roberto do veleiro Husto. Cada um tem suas vantagens e na natureza nada é perfeito, nem a Juliana Paes, que faz propaganda da cerveja Antártica, quando a boa pra mim é a Itaipava.

Mas voltando ao o bote. O rígido é melhor para remar e não fura, já o de inflar é muito mais leve e pratico. Agora uma coisa é quase unânime: a maioria dos botes de apoio para veleiro é de inflar. Eu prefiro o semi-rígido, ou seja, © Steven Callahamtem o fundo de fibra de vidro e a borda de inflar.

Pra botar lenha na fogueira, já existe até o bote híbrido: é um rígido que “veste” um flutuador de inflar. A empresa americana Walker Bay tem uma linha variada de botes de plástico injetado e oferece um kit de vela muito interessante, que tem até uma velica na proa!

Em 1994 velejamos muito pela Baía de Angra e Paraty com o casal Lin e Larry Pardey, que ficaram quase oito meses no Brasil com o Taleisin, um 29’ projetado por Lyle Hess. Larry usava um bote rígido, o insolente Cheeky, com um mastro instalado no banco da proa que envergava uma vela na medida para o tamanho do barco. Nossa, como me esbaldei dando uns bordos nas várias ancoragens que dividimos. No livro Cost Conscious Cruiser o casal sugere o uso do bote de apoio em substituição à balsa salva vidas, opinião reforçada por Esteven Callahan, aquele que ficou 76 dias à deriva no meio do Atlântico e depois lançou um livro contando sua luta pela sobrevivência. Esteven até já requereu a patente de um bote à vela, com a vantagem de ser dobrável, que pode ser usado como balsa Feitico a vela - Foto © Ronaldo Coelhosalva vidas. A foto acima é o  inventor velejando na invenção e eu pesquei a notícia no site dos Pardeys.

Mas não precisa ir tão longe, meu vizinho na Marina Bracuhy, o Professor Pardal Ronaldo do veleiro Feitiço, já tem a sua balsa salva vidas pró-ativa. Explico: a balsa comum é igual à Maria vai com as outras, segue as correntes, já um bote a vela, rígido ou não, vai com os ventos. Eu concordo e já escolhi o modelo para instalar no MaraCatu: este aqui.

Para ver mais fotos e ótimas dicas consulte landlpardey.com.

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6 Comentários leave one →
  1. sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 12:38 am 12:38 am

    falai meu amigo!!!
    quanto tempo eu nao escrevo por aki em!!!
    mas quem e vivo sempre aparece hehehe
    nao tenho escrevido mas como sempre nao deixo d acompanhar as noticias do seu blog, que na minha opiniao e o melhor blog da internet!!!!
    parabensss pelas materias!!! uma melhorar q a outra!!!
    gostei muito dessa materia dos botes
    continue escrevendo q prometo continuar lendo hehehe
    meu blog ta meio devagar, tirei ele do ar por um tempo mas assim q der reativo ele novamente

    grande abraço a vc e todos por ai da marina!!!
    bons ventos sempre

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  2. sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 10:33 am 10:33 am

    Eu acho que a Juliana Paes é perfeita! era mesmo sobre quê o texto!?.

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  3. sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 4:55 pm 4:55 pm

    Pessoal, vocês já notaram que agora se pode avaliar a qualidade do post. Avalie, aponte na estrelinha e clique, ajude o editor a melhorar os textos e as fotos.

    Marcelo

    Pois é, quanto tempo. Grato pelas palavras, espero concorrer ao premio BBB. Não, não é Bom, Bonito e Barato, mas Best Blogs Brasil.
    O Inpe avisa que o mar vai crescer no sudeste. Bom pra você, divirta-se.

    Conde

    Quer dizer que o padrão de beleza da Juliana agrada aos povos de além mar… Achava que as magrinhas eram as preferidas.
    Mas o texto era sobre botes usados como salva vidas. Deixe sugestões, se bem que ver a Juliana pode não salvar uma vida, mas salva o dia com certeza.

    Bons ventos sempre,

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  4. sexta-feira, 4 setembro, 2009 @ 8:50 pm 8:50 pm

    Olá Helio!!!

    Como vc descobriu este caique a vela?

    Risos…foi o pardal que adaptou.

    Tenho uma proposta para o Maracatu e o Feitiço.

    Webber e eu seremos naufragos por opção, deixamos o veleiro Feitiço com Enio no comando.A dez milhas da costa…entramos no caique a vela…e nos encontramos no Bouteco algum tempo depois.???????????

    No Maracatu dotado de balsa salva vidas…vc escolhe alguem na balsa…e no mesmo local ambos deixam os veleiros….24 horas depois veremos quem e quando chegou.

    Isso é papo de cais.

    abraço

    Ronaldo

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    • quarta-feira, 9 setembro, 2009 @ 11:31 am 11:31 am

      Ronaldo,

      Combinado.

      Eu só necessito de uma garrafa de vinho, um maço de cigarros e fósforos. Escolho a Juliana Paes para fazer parte comigo nesta experiência.

      Como conheço a falta de ventos nesta região, ao sabor das correntes chegaremos mais ou menos juntos. Porem, e sempre tem um porem, acredito que minha companhia será um pouco mais agradável que a sua 😉

      ET: por favor, me manda as fotos da outra experiência com o velho Zefir a vela.

      Bons ventos sempre,

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  5. Edmauro Gopfert permalink
    domingo, 22 maio, 2011 @ 10:42 pm 10:42 pm

    As balsas de salvatagem, boladas para salvar pilotos na 2ª Guerra, são um péssimo equipamento para um veleiro que pretenda cruzar. Isso sabe todo mundo que já teve uma… Um veleiro não admite equipamentos que não possam ser checados no momento em que o capitão decidir. Mas um bote inflável de uso, ainda que um pouco maior que o recomendado para o barco (mas por isso também mais eficiente no dia a dia), a adaptação de uma proteção ao sol que suporte tanto quanto a da balsa, uma caixa de primeiros socorros que é a mesma de uso no barco (portanto sempre em dia!); galões de água prontos pra serem atirados fora de borda, mas que são também água de uso no barco (e sempre renovada, é claro); materiais e alimentos de salvatagem que fazem parte do consumo do barco. Tudo isso, nas quantidades planejadas e em em caixas herméticas, podem ser alojadas à bordo em posição fácil de serem lançadas.
    A vela funciona mal em mares agitados e nas condições precárias de um bote. Duas ou três pipas (de reserva) de desenho moderno, que cabem em qualquer lugar, levam um bote de salvatagem, com muito maior eficiência e segurança. E adriçado. Não conheço nada disso pronto no mercado, mas todas essas afirmações são baseadas na bela experiência de Steve Callahan. Ah! E eu já tive uma balsa … .

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