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Memórias da Varanda – 2º causo

domingo, 10 janeiro, 2010 @ 12:25 pm

Celso Lazzari tem mais de quarenta e tantos anos. De mar! Durante este tempo ele vivenciou muitos causos que gostaria de contar em um livro depois de dar uma volta pelo mundo de veleiro.

Celso não fez, ainda, a sua circunavegação. Mas será que realmente é necessário dar a volta ao mundo para escrever um livro náutico? Claro que não. Assim nasceu a idéia de Memórias da Varanda, um livro escrito por quem nunca deu a volta ao mundo, mas tem muitas histórias para contar.

Memórias… ainda não foi lançado, mas vez por outra o MaraCatu Weblog vai publicar trechos, como em um conta gotas.

Aqui tem o primeiro “causo” e abaixo tem mais um. Clica aí e bom proveito!

– Por que será que o Amyr foi escolher logo “ele”?

– Pelo que pude analisar, ele foi escolhido por ser uma pessoa muito culta, sabe conversar sobre quaisquer assuntos, e o Amyr queria uma pessoa que tivesse condições de conversar com ele durante toda a hibernação. Você já se imaginou dentro de um veleiro que está preso no gelo por seis meses ou mais, sem poder sair para ir até a casa de um amigo jogar uma conversa fora e, estar a bordo com um idiota qualquer como companheiro?

Aquele “idiota qualquer” caíra como uma luva, ele sentira-se o próprio. Nestas alturas da conversa, já estávamos chegando ao prédio em que ficava meu escritório e tratei de encerrar a conversa, ao que ele relutou:

– Espera aí um pouco, como você ficou sabendo dessa estória toda?

– Quem me contou foi o Coca da SP Náutica, todos na Marina da Glória já estão sabendo, dá um pulinho lá e converse com o Coca que ele vai lhe contar todos os detalhes.

Dito isto, despedimo-nos e eu subi para o escritório, onde peguei o telefone e liguei primeiro para o Coca, a quem contei toda a brincadeira que estava fazendo com o Roska e ele rindo muito, concordou em levar a brincadeira adiante. O Coca tinha uma loja na Marina da Glória, chamada SP Náutica, que era na realidade um brechó e também um point de navegadores. Quaisquer informações sobre náutica, materiais para barcos, telefones de fornecedores, até localizar algum navegador, era só falar com o Coca que ele resolvia.

Em seguida liguei para o Professor e contei-lhe tudo o que tinha acontecido, avisando que já tinha contado ao Coca que também concordara em colaborar.

O Roska chegou na loja do Coca quase imediatamente após despedir-se de mim na porta do escritório, foi entrando e perguntando em seu “baianês”:

– Ô Coca, é verdade que o Professor foi convidado pelo Amyr Klink para ir para a Antártida com ele?

E o Coca meteu lenha:

– É verdade Roska; o Amyr me ligou perguntando se eu conhecia alguém que fosse boa companhia e que pudesse ir com ele a Antártida. Eu disse que sim, nós marcamos um encontro e eu apresentei o Professor a ele. Ele adorou conhecer o Professor e já estão fazendo os preparativos para a viagem.

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