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Os caçadores do barco perdido – parte 1

terça-feira, 18 maio, 2010 @ 2:40 pm

O MaraCatu em São Francisco do Sul

Antes de largar tudo e ir morar no MaraCatu resolvemos, no verão de 1 998, fazer um cruzeiro de teste até Santa Catarina. Queríamos um teste? Pois foi aí que pegamos nosso primeiro vendaval e fomos dar com os costados em São Francisco do Sul. Mas você acha que nossos problemas acabaram? Então escuta só o que aconteceu depois.

Na volta para Angra dos Reis a flotilha resolveu fazer uma escala em Cananéia, no litoral Sul de São Paulo. Ao todo eram quatro barcos: o Yahgan com João, Zé e Ricardinho; o Taai-Fung II com Ivan e Egle; e o Samba com Renato e Susy, que se juntaram ao grupo depois. A barra não é muito fácil, mas entramos sem problemas. Só as quilhas do Yahgan e do Taai-Fung que experimentaram a consistência da areia depois do canal. Nada grave, logo se safaram do leve encalhe. Rapidinho aprendemos que, uma vez dentro, é preciso “colar” na margem direita, junto à Ilha Comprida, para evitar os bancos de areia.

Ancoramos em frente à cidade e decidimos, como sempre fazemos depois de uma travessia, almoçar em terra firme. Foi demorado encontrar algo aberto e quando estávamos sentados num restaurante japonês, fomos surpreendidos por um vendaval com muita chuva e raios. Preocupadas, Mara e Egle foram checar a ancoragem. Os três barcos estavam quietos, apenas haviam rodado em volta das ancoras, pois a maré começava a vazar.

Já estava escuro quando retornamos ao cais onde deixamos os botes. A chuva havia diminuído, mas com a maré ainda baixando, corria muita água. Encontramos o bote de apoio do Yahgan pendurado pelo cabo, totalmente fora d’água. Desacostumados a grandes variações de marés, demos pouca amarra, e como não conseguimos desamarrá-lo o jeito foi cortar o cabo. Neste momento um relâmpago risca o céu e, pelo clarão, vimos que algo estava errado: só apareceu a silhueta de dois barcos.

Já nos botes, em direção ao fundeio, o susto foi tão grande que Mara, uma mulher forte e pé-no-chão, ficou fora de si. Ela não conseguia imaginar o MaraCatu saindo à deriva, mar afora. Os amigos até tentaram contornar a situação, dizendo que nós não o víamos porque seu casco azul escuro se confundia com a noite de lua nova. Nada disso. Um novo relâmpago… e a certeza que nossa futura casa havia mesmo sumido!

Você não perde por esperar. O causo se resolve amanhã, em Os caçadores do barco perdido – parte 2.

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One Comment leave one →
  1. reinaldomythos permalink
    terça-feira, 18 maio, 2010 @ 8:11 pm 8:11 pm

    Rapaz, ver o barco saindo a deriva é uma das piores coisas que pode acontecer, pior que isso acho que só ver o mastro desabar. Credo!

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