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Atol das Rocas II – o desembarque

domingo, 18 julho, 2010 @ 12:07 am

Miragem? O Atol das Rocas visto do mar

Atrasamos a saída do Iate Clube do Natal em um dia. Quando estávamos na faina de desatracação, uma mulher magra, de pele cor de jambo – típica de quem vive sob o Sol -, e boné de velejador (aqueles de tecido, de abas moles) gritou do píer o meu nome. Era Zélia que tinha acabado de retornar do Atol das Rocas no barco de Zeca, o catamarã Borandá, e fez questão de nos avisar que Jarian, seu braço direito na reserva, já estava avisado de nossa visita. Muito gentil da parte dela.

A felicidade de Vilmar ao avistar o AtolImagine estar navegando numa região onde a terra mais próxima está a 120 milhas, a profundidade varia entre 3 000 e 4 000 metros e, de repente, você dá de cara com um punhado de coqueiros no meio do mar. Miragem? Logo depois aparece uma praia baixa, cercada por um anel de recifes que formam piscinas de águas azul turquesa. Num primeiro instante você pode achar que é pura imaginação, mas o rasante e o som estridente das 160 mil aves que habitam esse paraíso ecológico confirmam sua existência.

Por volta das 10:30 da manhã de 1º de julho, instruídos por Jarian que veio de bote inflável laranja nos receber, jogamos a âncora com 10 metros de profundidade, em fundo de areia cercado por manchas escuras de pedras. Em terra avistávamos os coqueiros, as ruínas do antigo farol, a nova casa da estação científica e, mais a frente, a casinha antiga que hoje serve de depósito.

Ruinas do farol na parte de fora do AtolMal desligamos os motores do Ferrara Jarian subiu a bordo, acompanhado do engenheiro de pesca Dráuzio, e avisou que o desembarque seria imediato. A maré estava baixando e A Barreta (assim mesmo, com maiúsculas, pois parece uma entidade), um dos rasos passes à parte interior do atol, estava muito tranquila.

O dia estava realmente especial. Mar calmo e pouco vento. Sorte minha, pois havia esquecido de trazer a bolsa estanque do equipamento fotográfico. No blog de Luciano Candisani, fotógrafo da National Geographic Brasil e meu ídolo, tem o registro de que o desembarque “com mar agitado, é uma operação arriscada. Só na chegada dos convidados para a inauguração da nova casa, três botes naufragaram; até a placa inaugural foi parar no fundo do mar”.

Tripulação do Ferrara com Jarian no motor O desembarque, já depois da Barreta

Pulei no bote laranja com um nó na garganta e com a câmera no pescoço. Depois de duas ondinhas, Jarian acelerou o o Mercury de 30 HP, surfou na 3ª onda e passamos tranquilamente pela Barreta.

Entramos no Atol. Dentro, a água, calminha, é cor de gin. A tripulação do Ferrara, com água até os joelhos e um sorriso de satisfação de orelha a orelha, exclamou quase que em uníssono: o quê qué isso, gente?

Dentro do Atol das Rocas, a água é cor de gin tônica

Amanhã, no ultimo post da série, eu tento explicar.

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4 Comentários leave one →
  1. Rodrigo permalink
    domingo, 18 julho, 2010 @ 9:36 am 9:36 am

    …mudo… completamente sem palavras…!!!
    R.Fidelis

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  2. so um sesconhecido permalink
    domingo, 18 julho, 2010 @ 8:53 pm 8:53 pm

    helio, a preocupação e com a vida no mar…
    boa travessia. estamos te aguardando com boas materias e noticias do mar

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  3. terça-feira, 20 julho, 2010 @ 7:42 am 7:42 am

    Parabéns Hélio e Mara, nossos representantes da natureza.
    Vida longa.

    Abraço, Adauri.

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  4. Fernando Previdi permalink
    quarta-feira, 28 julho, 2010 @ 1:38 am 1:38 am

    PQP!!!!!!!!!!!
    SEM COMENTÁRIOS…

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