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Atlântico 2010 – de Mindelo a Gran Canaria

segunda-feira, 10 janeiro, 2011 @ 10:30 am

Com alguns dias de mar

Vou retomar os relatos de nossa viagem no trawler Ferrara, e logo em dose tripla! Puxe uma cadeira confortável que é assunto pra mais de seis dias de navegação. Boa leitura.

Acabamos de chegar em Mindelo, no arquipélago de Cabo Verde, e uma janela já se abriu. Janela de tempo, bem entendido. Daqui pra Ilha de Gran Canaria, menos de 850 milhas em linha reta, normalmente é um contravendo danado. Mi capitán Jordi encomendou na internet três dias com pouco vento e, se confirmar a previsão, só deveremos pegar um nordestão faltando um dia para o destino. Quase foi assim.

Campeonato Europeu de Dominó

Ficamos apenas 23 horas ancorados na Baía do Porto Grande. Foi só o tempo de abastecer de diesel, fazer umas comprinhas básicas para a despensa de bordo e almoçar no restaurante do Pont D`Água, o novo complexo turístico de lazer. Partimos em 16 de agosto exatamente às 14 horas (hora de Brasília), segundo o log book da navegadora Mara. Foi orça o tempo todo. No inicio, como tava com pouco vento e bom pra navegar, além de matar o tempo fazendo sudoku (um puzzle viciante com números), foi instituído a bordo o Campeonato Europeu de Dominó. Os três jogadores eram muito equilibrados (leia-se do mesmo nível, porque de louco cada um tinha um pouco) e o campeão só foi conhecido na ultima partida, no ultimo porto, lá em Vilanova. Adivinha quem ganhou? Deixe seu pitaco na caixa de comentários.

Um dos inúmeros happy hours

Outra instituição a bordo, desde o inicio da viagem transatlântica, foi o happy hour diário, quando toda a tripulação se reunia. Mesmo com tempo ruim, Mara ou João Gaúcho sempre arrumavam algum petisco para beliscar junto com algumas Itaipavas e as caipirinhas do mi capitán. Você deve saber que os gringos adoram este cocktail que é preferência nacional. Para Jordi sempre a tradicional: com limão, açúcar e cachaça 51.

Pescaria indo pras Canárias

O tripulante João Gaúcho era um persistente pescador. Se dependêssemos do resultado de sua pescaria para comer durante a travessia, não morreríamos de fome. Ele sempre fisgou um ou dois peixes em suas tentativas quase diárias, sem contar os vários que escaparam.

Navegando com vento Nordeste

Lá pelo dia 19, depois de navegar pouco mais de 500 milhas, o vento nordeste se fez mais presente. Nada grave para um barco pensado para o grande Mar do Norte. Na tarde do dia 20, em uma inspeção de rotina pelo convés, notamos que, com as pancadas do mar, uma tela de proteção colada no casco abaixo da linha d´água começou a descolar. Temos um problema, que pode ser grave. Mi capitán ficou realmente preocupado. Mas disso eu falo amanhã, no post Atlântico 2010 – à deriva.

Clique aqui para os outros relatos de nossa travessia do Atlântico.

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2 Comentários leave one →
  1. Simonne permalink
    segunda-feira, 10 janeiro, 2011 @ 2:24 pm 2:24 pm

    Campeão??? Mi capitan… Helio!

    Curtir

  2. Neusa permalink
    sábado, 15 janeiro, 2011 @ 8:01 am 8:01 am

    Foi Mara!

    Curtir

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