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A marinização da Camila – o segundo dia

quinta-feira, 27 janeiro, 2011 @ 12:07 am

O camarão ao alho e óleo da Mara

Você já deve saber, mas não custa nada avisar, que estou contando a historia da tripulante Camila, uma aplicada aluna do Curso de Marinização de Mulher – clique aí para os outros posts da série.

Camila em êxtase na cacheirinha da TaperaDepois de uma boa noite de sono e de um café da manhã reforçado, com a Camila agora adepta de banho frio, a first mate Mara sugeriu guiá-los até uma cachoeirinha antes de sairmos da Praia da Tapera. Na verdade é uma queda d´água, e aqui tem o caminho das pedras para chegar lá.

Eu permaneci a bordo, de repente os 38 pés do Astral ficaram enormes. Quando eles voltaram, aproveitei para mostrar um costume entre os cruzeiristas: somos bichos gregários, então arrastei os dois para conhecer o veleiro Canapi, de Celso e Euzi. O casco do Canapi é irmão-gêmeo do Paratii e o simpático casal o salvou por um triz de virar sucata, mas isso eu conto depois. Camila ficou embevecida com o barco e saiu de lá dizendo que viveria fácil, fácil num daqueles. Acho que a marinização está surtindo efeito.

O almoço foi depois de uns mergulhos nas águas azuis entre as ilhas dos Macacos, Comprida e Redonda, que os guias turísticos náuticos locais chamam, por conta da cor, de Lagoa Azul. Pra variar, a first mate fez legumes com camarão ao alho e óleo (em detalhe na foto que abre este texto). Lá recebemos a visita de Rico, que saiu da Revista Náutica e acaba de lançar um site, o NavegueAngra.com.br, com notícias da região de Angra dos Reis.

Camila e Zé no banho frio diário O comandante Hélio no bicão do Saco do Céu

A escala para dormir foi no abrigado Saco do Céu. Lá apresentei aos pupilos outro hábito dos cruzeiristas: procurar água doce para tomar banho. Então lá fomos nós para o bicão atrás do Restaurante Coqueiro Verde. Camila, totalmente adaptada ao banho frio, se deliciou com a água tépida que jorrava de um cano de 5 polegadas de diâmetro. O instrutor aqui teve que ir na frente para mostrar como a coisa funciona.

No botinho, depois do banho de bicãoEncerramos o dia com um agradável happy hour, mais uma instituição entre os cruzeiristas. Fomos visitar nossos vizinhos na ancoragem. Zé Epifânio levou um bom tinto, nossa anfitriã Miriam serviu um queijo e o papo rolou solto até tarde no trawler Miroca. Zé ficou impressionado com a casa de máquinas e Camila, quando soube que Miriam e Caio cuidam da manutenção e limpeza do barco, se saiu com esta: Vixe Maria, o barco é muito lindo, mas eu prefiro um menor, imagina o trabalho que dá! Definitivamente o curso de marinização está surtindo efeito.

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4 Comentários leave one →
  1. neusa permalink
    quinta-feira, 27 janeiro, 2011 @ 7:10 am 7:10 am

    Estou aqui no calorão de Brasília só apreciando… Um espetáculo esse Curso de Marinizaçao de Camila! Já estou até querendo me remarinizar só pra passar por ele… 🙂
    Beijão

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  2. douglas permalink
    quinta-feira, 27 janeiro, 2011 @ 8:38 pm 8:38 pm

    otimo relato
    quem sabe assim mais mulheres tomem coragem para novas aventuras

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  3. Paulo Rogério permalink
    sexta-feira, 28 janeiro, 2011 @ 3:55 pm 3:55 pm

    Acompanho o Blog do Maractu desde o começo e até então não havia me apresentado.
    Meu nome é Paulo Rogério, 35 anos, casado, velejador virtual e estou encravado no centro-oeste brasileiro, mais precisamente na cidade de Anápolis-GO.
    Fantástico o relato de Marinização da Camila!

    Bons Ventos!

    Paulo Rogério

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  4. quinta-feira, 17 fevereiro, 2011 @ 11:04 am 11:04 am

    Neusa,

    Para se “remarinizar” é só abastecer o Cora com umas cervejas e nos convidar para um passeio. Simples assim. Um cheiro.

    Douglas,

    A ideia é justamente esta: que nossas parceiras nos acompanhem, mas sempre com um mínimo de conforto. Na realidade, a marinização é mais para os parceiros aprenderem a conviver com mulheres a bordo (vide o post Xixi sentado).

    Paulo,

    Bem vindo a bordo. No ano passado passeei por Goiás (minha nora é de Goiânia) e adorei Pirinópolis e Goiás Velho.
    Quando vocês vão ser marinizados? Já saí com um casal que mora em Tucurí (como pode ser visto no post Memórias do Capitão Candelabro), mas me falta no currículo alguém do Planalto Central.

    Bons ventos pros três, sempre

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