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Mar Vermelho 2011 – Old Suakin, a feira de sulanca

segunda-feira, 25 abril, 2011 @ 1:16 pm

FraternidadeSuakin

Só ficamos um dia em Suakin, mas foi intenso. Logo que acordei, aproveitei a internet de bordo e atualizei o blog com nossa jornada pra embarcar no veleiro-escola Fraternidade e o relato do meu comandante Aleixo na área infestada de piratas no Golfo de Aden. Enquanto o tripulante Lito cuidava de transportar água pra bordo, fomos à feira.

Neste trecho do Mar Vermelho a maré não varia quase nada. Os dingues ficam amarrados em frente ao customs, que serve também de escritório do eficiente agente Mohamed. O movimento estava grande com as tripulações do Vasco da Gama Rally se preparando para a partida no dia seguinte, 6 de abril.

SuakinFeira

Parece a feira de sulanca de Caruaru, em Pernambuco, onde se encontra frutas, verduras e legumes,  artesanato e roupas misturadas a temperos. Mas em Suakin a terra é mais esturricada, a água chega em lombo de jegue, faz um calor danado – deve ter uns 10º C de temperatura a mais, afinal estamos na franja do deserto – e o povo, colo lá, é muito amigável.

SuakinComprandoPao

Meu comandante ficou mais de 20 dias esperando seus novos tripulantes (eu, Mara e Hermann), então conhecia a feira de cabo a rabo. Por onde andávamos se formava uma rodinha, pois somos os únicos turistas no pedaço. São vários vendedores de pão. Aleixo comprou de três deles, uma forma de distribuir renda.

Clica aí para saber mais.

SuakinLegumes

É impossível comprar carne, higiene não há e as moscas são abundantes. Frutas, verduras e legumes são viçosos. Fomos apresentados à tradicional barganha. Os preços são baixos, mas tem que haver negociação, é cultural.

SuakinRoupas

As roupas são super coloridas, exceto as galabeias (as batas compridas, ou túnicas) que para os homens são em cores neutras ou pretas. Vários homens costuram o tempo todo. Meu comandante encomendou uma galabeia sob medida. O costureiro Mohamed (este nome deve ser como o Zé lá na Paraíba) fez um bom serviço.

SuakinCostureiro

O fim de tarde foi livre, hoje me arrependo de não ter ido zanzar nas ruínas de Old Suakin, em frente à ancoragem. Na boca da noite Mara se banhou nas águas tépidas do Mar Vermelho. Eu, molhei só as canelas.

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One Comment leave one →
  1. segunda-feira, 25 abril, 2011 @ 3:39 pm 3:39 pm

    Muito Bom! Para nós comprar carne por aí é impensável.Vejo as coias como são aqui no Brasil e fico imaginando como este povo no deserto consegue viver. Isso que é vida dura!

    Curtir

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