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Curso de marinização – o primeiro barco

domingo, 11 setembro, 2011 @ 11:41 am

bracuhyaereo

Se você, marinheiro de primeira viagem, chegou aqui agora, comece pelo começo e leia o post anterior.

Antes de comprar um barco pra chamar de seu, defina o tipo (mono ou multicasco?), o material do casco (aço, alumínio, madeira ou fibra de vidro, o mais popular), onde vai usá-lo e, principalmente, onde vai guardá-lo. Como quem casa quer casa, barco precisa de marina. Aqui em Angra dos Reis, como você tá careca de saber, eu escolhi a Marina Bracuhy como minha base. É o paraíso na terra: tem uma animada comunidade de cruzeiristas morando a bordo, super abrigada para deixar o barco e bem localizada, a meio caminho entre Paraty e Ilha Grande.

Leve em conta que se gasta por ano, em média, uns 10% do valor do barco com sua manutenção (aqui estão incluídos o seguro, a marina, o marinheiro e a manutenção propriamente dita – principalmente se não for você que bota a mão na massa). Barco é igual à casa de campo, sempre necessita atenção e manutenção (as más línguas dizem que é igual a uma amante argentina) e como diz o reclame do sutiã, o primeiro barco a gente nunca esquece.

panzerparatimirim

Para navegar nas férias e nos fins de semana em águas abrigadas, por exemplo, o Atol 23’ ou um Delta 26’ é mais do que suficiente. Já para uma volta ao mundo, um barco de 35 pés é mais confortável (se bem que o casal Vilmar e Gina circunavegou o globo no veleiro Jornal, um Samoa 29 igual ao MaraCatu). O tamanho médio de barco pra um casal girar pelo mundo é de 40 pés, no mar aberto linha d´água é tudo. Para levar a casa nas costas, conforto e capacidade de carga são essenciais.

Comece pequeno e vá crescendo o tamanho do barco junto com sua experiência na água. Parece um paradoxo, mas não é: o melhor é comprar o maior barco, e principalmente o mais novo, que o orçamento permitir. Não caia na ilusão de um maior e mais velho. Como os americanos dizem “big boats, big problems”. É como no corpo humano: quanto mais velho, mais falhas nos sistemas, mais coisas para consertar.

Defina o barco pensando nas suas necessidades atuais. Se for para morar a bordo e velejar, por exemplo, numa baía, o barco não necessita estar preparado/equipado para dar a volta ao moldesamoa.jpgmundo.

Se tiver pressa e dinheiro, compre um barco pronto pra navegar. Se tiver tempo e disposição, parta para construção ou reforma. Não se engane: para construir ou reformar um barco, além de dinheiro, tem que se ter muita persistência e determinação. Outra opção é comprar um kit (casco, convés e quilha) e terminar o barco de acordo com o fluxo de caixa. Aqui no Rio o Manolo, do veleiro Sabadear, aluga as formas do Samoa 36´, um ótimo projeto do Cabinho. Para saber mais: o Fabio, do Flyer, ensina num longo post como escolher o veleiro certo.

Se não viu ainda, no site do MaraCatu tem um glossário onde você pode se familiarizar com os termos técnicos náuticos de uma forma lúdica. Veja também a cessão de Links e a FAQ, aquelas perguntas frequentes e recorrentes.

E por fim, pra incentivar o neófito, fecho sempre o e-mail assim: espero ter ajudado ou pelo menos levantado mais dúvidas. Bem-vindo ao mundo dos que vivem boiando e bons ventos sempre.

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3 Comentários leave one →
  1. Vinicius permalink
    domingo, 11 setembro, 2011 @ 4:47 pm 4:47 pm

    Olá, estou gostando muito destes “posts-tutorial” esta sendo muito interessante pra mim. Sobre o Sabadear fui procurar a respeito acho que vc confundiu alguma coisa, da uma olhada (http://www.veleirogandaia.com.br/barco.html)
    Vlw Hélio muito obrigado.

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  2. segunda-feira, 12 setembro, 2011 @ 4:08 pm 4:08 pm

    Ótimo post Hélio.

    Só não esqueça de dar o aviso… uma vez “marinizado”, não há caminho de volta. A vida nunca mais é a mesma, e o mar passa a ser nosso destino, nosso caminho, e nosso assunto no bate-papo com amigos.

    Navegar torna-se uma paixão.

    grande abraço,
    Fabricio Braga

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    • terça-feira, 27 setembro, 2011 @ 2:42 pm 2:42 pm

      Muito tempo se passou, muita agua correu por debaixo da quilha, mas o barulho da agua no casco, aquele primeiro impulso da orça a gente não esquece. Que saibam os neofitos, quanto mais velho se entra neste jogo, mais dificil é sair!

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