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Pirenópolis – o oposto do fast food

quinta-feira, 29 setembro, 2011 @ 12:24 pm

CinePirineus

Eu nem sabia, mas já faço Slow Travell há muito tempo. É um tipo de viagem, como o termo em inglês diz… bem devagar. Normalmente quando viajo fico bastante tempo em cada lugar, entro na vida das pessoas locais e adoro me perder em lugares desconhecidos. Fazer isso com a casa nas costas, como comentei no blog da colega Claudia Carmello, é mais fácil ainda.

Agora tomei contato com o Slow Food. Viajando com a família pelo interior de Goiás, por coincidência estava acontecendo, de 15 a 18 de setembro, em Pirenópolis, o Slow Filme – Festival Internacional de Cinema e Alimentação. É um festival que combina as imagens de 18 filmes de dez países com vários sabores nas atividades paralelas. O Slow Food é uma associação internacional que propõe mudanças nos hábitos alimentares, um retorno à vida simples e tem por objetivo “promover uma maior apreciação da comida, melhorar a qualidade das refeições e uma produção que valorize o produto, o produtor e o meio ambiente”. Ou seja, o oposto do famigerado fast food.

Os 150 lugares do cinema Pireneus foram poucos para a faminta platéia, teve gente que ficou em cadeiras extras espalhadas pelas laterais (como Mara, Joana e Bené, na foto que abre este post). Eu consumi com moderação, só assisti a dois filmes.

Abri o bar com Histórias da Cerveja em Santa Catarina, que mostra como a loura gelada era produzida artesanalmente, desde a chegada dos colonizadores alemães até o surgimento das micros cervejarias atuais. Durante as filmagens deste documentário, de Andreas Peter, surgiu a ideia de dedicar outro filme exclusivamente a um dos personagens. Daí Guto Lima, Demétrio Panarotto e Luiz Cudo filmaram Cerveja Falada, que conta a história de Rupprecht Loeffler, o mais antigo mestre cervejeiro do País que, além de produzir suas receitas artesanais na Cervejaria Canoinhense, se mostrou um ótimo contador de causos.

Na apresentação, o diretor Luiz Cudo contou que o vovô Loeffler chegou a assistir o documentário antes de sua morte, aos 93 anos. O alemãozão, que estava à vontade em frente às câmeras, atestou que cerveja é alimento (eu já sabia!), que na falta de comida até os piás (gíria santa catarinense para crianças) tomavam uns goles e revelou que o Sr. Getúlio Vargas ainda lhe deve uma carraspana que seus soldados tomaram na fábrica de Canoinhas. Bom que só uma preta gelada, com dois dedos de espuma.

RuaLazerPirenopolis

No fim ainda houve degustação de cervejas artesanais, mas como a filhota Joana precisava estirar o couro da barrigona, pedimos a conta (que não nos cobraram, a entrada era franca) e fomos comer, bem devagarzinho, uns tira-gostos da Rua do Lazer.

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2 Comentários leave one →
  1. sexta-feira, 30 setembro, 2011 @ 10:44 am 10:44 am

    Adorei a Rua do Lazer (pra marmanjo!).

    abraço

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  2. sábado, 29 outubro, 2011 @ 2:29 am 2:29 am

    César e Glaucia,

    A Rua do Lazer fica cheia de marmanjos e marmanjas. É bom pros dois sexos. Eu também adorei.
    Bons ventos sempre,

    Curtir

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