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Aviso aos Navegantes

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Previsão do tempo via Porta dos Fundos

segunda-feira, 1 abril, 2013 @ 2:33 pm
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Procura-se o autor

segunda-feira, 25 março, 2013 @ 2:58 pm

Magia

Alguém aí sabe quem é o autor da foto acima? O flagrante do Magia, o Soto 40 do comandante Torben Grael, provavelmente foi tirado no canal de São Sebastião, quando a tripulação, que mais parecia formada por acrobatas regateiros, tentava desencalhar o barco de um banco de areia na margem.

A foto, eu pesquei no Facebook do tripulante Bernardo Seefelder de Assis, que aparece de calça preta no topo da escada humana. Isso vale um Clic em minha coluna na Revista Náutica, nem no Cirque du Soleil se vê isso. Então quem souber o autor da foto (ou tiver outra que valha um Clic), pufavor deixe seu pitaco na caixa de comentários.

Seco para sempre

quinta-feira, 28 fevereiro, 2013 @ 12:12 pm

Algumas pessoas são como o São Tomé, têm que ver para crer. Pois eu vi. Não a Luz, mas o vídeo de apresentação do Ultra-Ever Dry, um produto superhidrofóbico (repele água) e oleofóbico (repele hidrocarbonetos líquidos). Lembra-se do antigo Scotchguard, que usávamos para impermeabilizar os toldos e capotas a bordo? Pois ele vai ficar no chinelo.

A UltraTech International Inc., a empresa que produz o "Ultra-Sempre Seco", diz que usa nanotecnologia para criar um "revestimento" que irá repelir quase qualquer líquido, criando uma barreira de ar na superfície pulverizada com o produto.

UltraEverDry

Note que é só uma propaganda e devemos ficar com um pé atrás (no vídeo, as luvas de trabalho são incompatíveis, a da mão direita – “sem"– é de couro com acabamento em camurça e a da mão esquerda– "com"– é mais fina, tem um acabamento melhor), é caro pra chuchu (o Top Coat custa quase US$ 100 por litro), mas já estou delirando com as muitas aplicações desse produto a bordo: além das luvas para o trabalho sujo, aplicaria no tecido dos sofás e almofadas, nos toldos e capotas, no acrílico do dog house, nos painéis solares (evita a aderência de sujeira), nos motores elétricos e ferramentas (é anticorrosivo, já que repele água e umidade), no mastro quando em navegações em altas latitudes (sem água, não forma gelo) e até no fundo do casco. Imagine um veleiro de regatas, sem tinta venenosa, com o casco lambuzado com o "Ultra-Sempre Seco", como a água não é mais um empecilho para o seu movimento pra frente, talvez ele plane como uma lancha (ou então dê uma bela de uma cambalhota)!

Quem mandou a dica foi meu brother Elcio, lá da praia Formosa, em terras paraibanas.

Direto do túnel do tempo

sexta-feira, 22 fevereiro, 2013 @ 11:29 am

VelaMar24

Mexendo nos arquivos náuticos que meu sogro Blumer deixou, tudo organizadinho em pastas etiquetadas, olha só a pérola que achei. Direto do túnel do tempo: um folder de propaganda do lançamento do VelaMar 24/2, projeto de Antônio José Ferrer, o Tuzé, fabricado até 1986 pela Carbrasmar.

Para quem não lembra, o VelaMar 24 é uma “evolução” do Gaivota 23, também projetado por Tuzé, que tem o espelho de popa reto e o leme externo. Já o VelaMar 24, como lembra Nelson Ilha no fórum da Náutica, tem a popa lançada e o leme com túnel, daí a diferença de um pé entre os dois. As quilhas também são diferentes, a do Gaivota tem menos calado e é mais longa no sentido proa/popa. A do VelaMar é fin keel de 1,30m (depois foi lançada a quilha scheel de 0,90m, com uma espécie de semi bulbo na ponta). O convés é praticamente o mesmo e o forte em ambos é o cockpit, que é enorme.

Ganha uma cartola (não o adereço de cabeça e sim a sobremesa – para quem não conhece, aqui tem a receita dessa iguaria nordestina) quem descobrir quem é a garota de cabelos longos no leme do VelaMar da foto acima (clique na imagem para ampliar). E ganha uma porção em dobro quem souber quem é o rapaz de chapéu branco, em pé na entrada da cabine. Bom apetite!

Lá vai a Izabel…

segunda-feira, 18 fevereiro, 2013 @ 4:34 pm

Agora, o objetivo da brasileira é dar a volta ao mundo. De novo, sozinha a bordo. Ou quase isso…

IzabelPimentelByMarcosLobo

Enquanto os Canelas retornam ao Brasil (leia post anterior), a velejadora Izabel Pimentel, primeira brasileira a atravessar o Atlântico em solitário e com um minúsculo barquinho de apenas 21 pés, já iniciou a sua tão sonhada volta ao mundo. Mas, desta vez, com um barco maior, o Don, de 34 pés e casco de alumínio, do renomado projetista francês Philippe Harlé. É um sonho antigo, como Bel bem revelou em seu blog:

Lá pelos meus 20 anos, um dia, em plena praia de Copacabana, fiz uma promessa. Mas fiz a uma pessoa: Joshua Slocum. (O primeiro homem a velejar em solitário ao redor do mundo).
– Eu, Izabel Pimentel, darei a volta ao mundo!
Hoje mais de 26 anos depois, solto as amarras do meu veleiro Don e com a companhia da minha Ellen, partimos para a tão sonhada volta ao mundo.

IzabelGoogleizabelpimentelAliás, a viagem começou na própria França, na cidade de Sète, e a primeira perna da longa jornada foi até Paraty, que Izabel adora, e de onde ela partiu antes do réveillon para a etapa sem escalas, nem assistência (na foto de Marcos Lobo, que abre este post). Bel pegou o rumo do Sul da África e entre outros mares, a empreitada a levará a contornar os três cabos mais famosos do mundo – Boa Esperança, Leeuwin e o Horn – para, 5 meses depois, retornar ao Brasil. Algo assim como escalar o Evereste, sem cilindros de oxigênio e sem a ajuda dos sherpas.

Uns dias atrás Bel já estava no meio do Índico. Como de hábito, ela está sozinha a bordo. Ou quase isso… Junto, desta vez, está Ellen, uma simpática gatinha que a acompanhará na aventura, tal qual outro bichano, o Petit, que já fez parte da “tripulação” de Izabel no passado (na foto ao lado, no Cabanga Iate Clube de Pernambuco).

Que as gatas só encontrem bons ventos pela frente!

Com informações e foto de Marcos Lobo via Facebook.

Os Canelas de volta a Canela

terça-feira, 5 fevereiro, 2013 @ 11:32 pm

TripulacaoCanela

A noticia é velha, de antes do Natal, mas vale o registro: depois de cinco anos no mar, a família itinerante do veleiro gaúcho Canela está de volta ao Brasil. No começo, o que parecia ser apenas uma ideia maluca, mas o projeto dos irmãos canelenses Augusto e Gustavo Schlieper de dar a volta ao mundo de veleiro acabou virando um completo sucesso.

Canela

Foram 29 dias na última perna da viagem, desde a cidade do Cabo, na África do Sul, até o Iate Clube do Rio de Janeiro, para fechar um círculo de muita curtição, alguns percalços, três oceanos, muitos amigos a bordo e na esteira do Canela. E um montão de histórias para contar, que eles começaram a narrar logo na festança de regresso no Boteco do Bill, na sua terra natal, Canela, na serra gaúcha, cidade que eles gostam tanto que até a usaram para batizar o próprio barco.

Agora o link para o blog do Destino Canela sai do Gira Mundo e vai para o Hall da Fama do Radar.

O resgate do Mar Sem Fim

sexta-feira, 1 fevereiro, 2013 @ 1:32 am

MarSemFim

A última boia acaba de ser enchida (sic).

Caramba, o Marzão tá subindo!!!!!!!!

Ele vem vindo….a chaminé está saindo da água!!

Puta que o pariu! Conseguimos!!!!!!!

Caramba, é o dia mais feliz dos últimos nove meses. Desde abril do ano passado espero por este momento.

Este é o relato emocionado do comandante João Lara Mesquita, direto da barcaça russa que ajudou na operação de fazer o trawler Mar Sem Fim voltar a boiar.

De volta ao navio Felinto Perry, João postou que “O importante é que não houve dano ambiental severo. Não houve praticamente vazamento de óleo”. Parabéns João, pelo resgate do Marzão! Agora é esperar os preparativos para atravessar o Drake, rebocado, de volta a Punta Arenas.

Aqui tem o relato completo do João e acolá a notinha que dei quando o Mar Sem Fim foi ao fundo.

Atualizado em 03/02: tem fotos fresquinhas do resgate no blog do Júnior, o Sobre as Águas.

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