Aviso aos Navegantes
☆ A flotilha de 10 barcos da Clipper Ocean Race largou rumo a África do Sul☆ A Jacques Vabre largou com destino a Costa Rica (antes era para a Bahia)
☆ Jules Verne Trophy: Groupama 3 tenta volta ao mundo em menos de 50d16h20m
☆ No Radar: com o Vagabond, já são 18 barcos com brasileiros girando pelo mundo
Esta é a jardineira da Viação Redenção que faz o trecho, de menos de uma hora, de Jijoca de Jericoacoara – sim, é assim o nome da sede do município – para a vila de Jericoacoara. Agora é modernosa, tem até portas, cortinas nas janelas, mas os bancos continuam desconfortáveis.
No ano passado encontrei uma fotógrafa que estava fazendo uma matéria sobre os vários usos dos caminhões Mercedes Bez Brasil afora. Ela conseguiu levar uma das jardineiras, um valente Mercedes 4×4 modelo 1113, para a praia em frente à duna e eu peguei carona na seção de fotos.
Eu não sei você, mas prefiro a Jardineira antiga. Clica aí para ver.
É longe. Só hoje me recuperei do jet lag e da diferença de fuso. Saímos do Rio no vôo das 9 horas para Fortaleza – isso significa acordar às 6 da madrugada -, felizmente o transito de domingo estava livre, o avião saiu no horário, pegamos um vento de popa e ganhamos uma hora por conta da inexistência, por estas bandas, do horário de verão.
A passagem da Viação Redenção para Jericoacoara pode ser comprada numa barraca na Beira Mar, a avenida da praia de Iracema. Por sorte o simpático vendedor guardou nossas bagagens e ficamos livres para bater pernas até às 17:30, o horário do ônibus, que sai do outro lado da rua, em frente ao hotel Praiano.
Não encontramos Hamilton e Vera, do veleiro Piatã, que estão pelo Caribe e Lívia, a ex-nora de Mara que ficou de almoçar conosco, nos deu um bolo. O remédio foi gastar o resto do dia nas barracas da beira mar. Tomei umas cervejas quentes e um tira-gosto de carne de sol boiando em óleo, em compensação achei uma Rapariga gostosa (calma, é só uma cachaça) e a castanha de caju da feirinha em frente ao hotel é uma das melhores que já comi (só perde para a do Mercado São José em Recife).
Na cidade de Jijoca tem baldeação. Mudamos para uma jardineira, um caminhão 4×4 com bancos de fibra de vidro, que vai sacolejando por estradas de areia, desce pra praia, atravessa pequenos rios e lagoas, sobe as dunas e nos deixa em Jeri pouco depois de 1 hora da manhã. Ufa!
Avião lotado, ônibus cheio e jardineira ainda com lugar para passageiros locais. Mas foi uma viagem tranquila, apesar de cansativa. Agora estamos bem instalados no apartamento do filho de Mara, Fernando, num beco perto do bochicho, e prontos para explorar devagarzinho, mais uma vez, o entorno de Jeri.

Para quem ainda não me segue no twitter, aqui vai uma seleção dos tuítinhos da semana.
Você já sabe que não sou novela, mas se quiser me acompanhar é só clicar aqui.
Um tour virtual pelo Groupama 3, o maxi trimarã de 105 pés, candidato ao Jules Verne Trophy http://tinyurl.com/yahwphe
Jules Verne Trophy: Groupama 3 cruza a linha de largada em Ushant às 03h50m22s GMT
Franck Cammas, Groupama 3, deve partir hoje para tentar Jules Verne Trophy: volta ao mundo < em 50d16h20m http://tinyurl.com/ya6xmuf
Fotos: por dentro do tubo http://bit.ly/smUbi
Rachadura gigante em deserto na África pode criar novo oceano http://tinyurl.com/yf47lu6 (via @gnaisse)
Fotos do trimarã BMW Oracle quando perdeu o mastro hoje no treino em San Diego: http://bit.ly/2JnjyH (via @scuttbutt)
@pedrocc Tem alguma coisa sobre as cores de um barco aqui http://wp.me/p9E59-IB e no album da reforma do MaraCatu http://tinyurl.com/y92b9nd
Skipper Mike Golding retorna à Transat Jacques Vabre, que agora termina na Costa Rica em vez da Bahia http://tinyurl.com/ylly85b
Estou no Rio. Como é bom chegar como turista numa cidade que já foi minha – você deve saber que morei aqui entre as décadas de 80 e 90 do século passado. Calor danado. Faz 40º à sombra. Assombra a quantidade de carro e gente, mas o clichê que o Rio continua lindo ainda tá valendo.
Como, nas palavras do sábio Marconi Leal, a única coisa que funciona com regularidade no Rio de Janeiro é o mar, lá fui eu pra praia. Enquanto Mara batia pernas por Copacabana, gastei o resto da tarde num quiosque na esquina da Santa Clara com a Atlântica, tomando uns chopes e vendo o vai e vem de gente bonita. Tenho a impressão que os quadrúpedes vão suplantar os bípedes em pouco tempo, se não em inteligência, pelo menos em número. É muito cão puxando seus donos nas calçadas da zona sul.
A rodoviária Novo Rio está nova, foi toda reformada por dentro e parece que está melhor que o Aeroporto Internacional Tom Jobim onde, no domingo, embarcaremos para Fortaleza.
Novamente de férias. Depois dou mais noticias.
O Fraternidade é um veleiro escola e a idéia é rodar pelo mundo levando jovens pesquisadores brasileiros para aprender as lides do mar. Nesta viagem, como já adiantei aqui, o comandante Aleixo Belov vai levar tripulantes. A previsão de partida está mantida para 10 de janeiro de 2010, no dia seguinte ao aniversário de Aleixo.
Aqui tem os outros posts sobre o Fraternidade.
Depois de mais de 10 anos morando a bordo não me imagino morando numa casa. Lembrei-me do Zé, que viveu no Puruca, um Brasília 27’, na Marina da Glória e depois de certo tempo “sentiu vontade de pregar um prego numa parede”. Não é o meu caso. Num veleiro temos uma vida simples e barata, somos quase auto-suficientes, produzimos nossa energia, a água cai do céu ou podemos gerar água potável tirando o sal do mar, e, mais importante, com mobilidade, já que o vento, ainda, é de graça!
A não ser que…
Vitor e Susy, o casal de bardos preferido dos velejadores de quem já falei aqui, estão trabalhando (desculpe a palavra) num novo CD.
Daí eu pergunto curioso: e quando sai? “Eu acho que só Deus sabe, ou talvez nem ele”, Vitor me responde por e-mail. Mas você já pode pescar uma palinha no site do Simbad II, afinal internet é para isso, “essa coisa de CD realmente está acabando”.
Já são quase 10 musicas. Só para citar algumas tem Mulheres do Cais, sobre uma despedida para um navegador solitário; Pampas, uma homenagem aos velejadores do paralelo 30, especialmente para os gaúchos que vivem na Marina Bracuhy (ouviu Webber do Acauã?); para Elas, a regata no Rio de Janeiro onde só vai mulheres e uma musica em homenagem aos grandes amigos Grego e Shirley.
Ah sim, tem também Maroleiro, que é sobre as marolas que alguns lancheiros teimam em fazer perto da gente. E Vitor vai logo avisando: a última palavra do refrão é “aprender”, por favor não confunda.
Oops, errei a numeração. Esta é a semana 44 do ano da graça de 2009.
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La vien un tarado pelado com su saco en las manos corriendo atraz de la buseta #portunholday
Skipper Mike Golding retorna à Transat Jacques Vabre, que agora termina na Costa Rica em vez da Bahia http://tinyurl.com/ylly85b
RT: @nauticaonline: Mar Sem Fim: João Lara parte em expedição rumo à Antártida http://bit.ly/3g8cKS // O super-skipper Pedrão vai junto
Pagar por um GPS pro carro? O Google Maps Navigation é grátis http://tinyurl.com/yjsefwn
Izabel Pimentel ao chegar em Salvador: alguém aí tem uma Coca-Cola? http://bit.ly/24XHUk
RT: @lucabastos: Confesso que ainda não tinha experimentado http://similar-images.googl… Exemplo: http://bit.ly/20XWp9
Mensagem em garrafa: calor pegajoso que antecede a tempestade
RT: @melhoresfrases “Não quero ser o homem mais rico do mundo, mas sim o mais generoso.” EIKE BATISTA, empresário e biliardário (O Globo)
Milvina, a última sobrevivente do Titanic, não bebia água e quase chegou aos 100 anos de idade. http://tinyurl.com/yfwl9j3

Uma foto vale mil palavras? Sim, mas eu quero ver você dizer que vale sem usar… palavras. Ou explicar o que existe por trás de uma foto de tirar o fôlego, de deixar o sujeito sem fala, como esta do skipper Alex Thomson “surfando” na quilha do seu Open 60 Hugo Boss.
A historia por trás da foto foi revelada pela jornalista Elaine Bunting, em seu blog, no site da Yachting World.
Soprava 17 nós no Solent e o Hugo Boss fazia 10 nós super adernado, com a quilha toda para barlavento e os tanques de lastro do outro lado cheios com 6 toneladas d’água. A bordo havia um tripulante na escota da grande, outro na genoa, o timoneiro e David Thomson, o irmão de Alex que aparece sorrindo lá no alto, na popa, e foi o elo de ligação com os pilotos dos dois botes na água.
Levou menos de 10 segundos. O tempo entre o bulbo da quilha do barco sair da água; Alex pular na quilha, de um bote de apoio que saiu de cena imediatamente; o fotografo Mark Lloyd, do outro bote, fazer uma serie de fotos e o barco entrar no vento. Clic! Temos A foto.
No fim Alex teve de pular n’água usando um bem cortado terno Hugo Boss, mas seu feliz patrocinador, com certeza, adorou a façanha.
Tem outras fotos no site do fotografo Mark Lloyd e se você olhar com atenção, está faltando algo muito importante no Hugo Boss. Descobriu? Então deixe seu pitaco na caixa de comentários.

A expedição 

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